
BH, passando uma temporada nas casa dos meus pais. Necessitado de uma literatura elegantemente fecal para me fazer companhia no toilet, passei a mão na Bíblia da Classe Média em Pânico – isso, aquela revista, a Veja, da qual meus progenitores são inocentes assinantes.
Majestosamente sentado onde deveria estar, página vai, página vem, passei a procurar algo adequado para o momento. Cadê o Mainardi? Depois de tanto tempo sem contato com as estripulias daquele colunista peralta, eu o reencontro oportunamente enquanto minha natureza intestinal cumpre sua função diária.
O que temos para esta semana? O assunto da sua coluna é o apoio da escritora Ana Maria Machado e do jornalista Franklin Martins à candidatura de Dilma Roussef à presidência. E tá cheia de metáforas, analogias e comparações sabichonas!
Jóia!
Olha só o que ele apronta desta vez: uma analogia que envolve o próprio, Ana Maria Machado, Ho Chi Minh e Saigon. “Por mais que eu a bombardeie – e eu a bombardeio continuamente – um dia ela acabará derrubando, com sua literatura infantil, minha Saigon doméstica.” Ora! Que traquinas esse Diogo!
Mais umas linhas à frente, ele fala do notório caso do sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick, realizado em 1969, do qual Franklin Martins participou usando um Fusca emprestado da irmã Ana Maria. O que, entre outras prisões, acabou respingando na escritora.
Aí, se liga na perpiscácia do colunista: “Quarenta anos depois, Franklin Martins ainda luta pelo poder. Seu plano mais recente é eleger Dilma Roussef em 2010. Considerando o que aconteceu com Ana Maria Machado, é bom a ministra da Casa Civil esconder imediatamente as chaves do carro. (…) Dilma Roussef é um New Beetle.” Ah, moleque bom! High five!
Sabe aquelas situações de Medo e Delírio em Las Vegas em que o Senhor Duke (o próprio Hunter Thompson), sofrendo de uma bad trip intensa por conta de seu consumo desajuizado de entorpecentes dos mais variados, começa a enxergar dinossauros no lugar de pessoas? Pois é, às vezes, me lembra o Dioguinho.
Curioso que agora eu também me recorde de alguns anarcopunks brasileiros que conheci ao longo da década de 90. Eles detectavam a presença de fascistas e nazistas nas mais mínimas agruras cotidianas. Essa rapaziada também vivia sob o efeito de muita cachaça e otras cositas más. Vai ver talvez viesse daí tanta motivação para perpetrar uma luta anti-fascista no Brasil depois de mais de 60 anos da Revolução Espanhola. Não sei, tô chutando…
O Dioguinho parece escrever padecendo de uma bad trip de ácido contínua: paranóia delirante, analogias e metáforas hipertrofiadas, “fear of the dark, fear of the dark, I have a constant fear that something is always near” (Já dizia o Bruce Dickinson)… Que passa, Diogo? Cê é pai de família, bicho, faz isso não…
Diogo Mainardi só fala merda. Mas o que a classe média brasileira gosta de ouvir além de merda?
Genial.
cara, seu texto é soberbo. precisando de aprender a escrever desse jeito aí – tô enferrujado e pudico demais. parabéns.
Porra! Fico lisonjeado! Muito obrigado!
Tô rindo alto aqui!
COMUNISTA AUTORITÁRIO FILHO DA PUTA!!!!!!!!!!!!
Fofo.