“Se não fosse o Sepultura, Overdose e Chakal, as pessoas estariam escutando rádio FM até hoje”, entrevista com Silvio Gomes Bibika

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Paulo Xisto, Iggor Cavalera, Jairo Guedz e e Max Cavalera; Sepultura em 1986

Quando Max e Iggor Cavalera eram só moleques brincando de ter banda, Silvio Gomes, ou Bibika, já estava com eles matando aulas do colégio para ficar em casa escutando Motorhead e Black Sabbath. Vizinho dos irmãos Cavalera no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, Silvio acabou acompanhando o Sepultura por mais de 20 anos.

Fez de tudo ao lado da banda. Enfrentou as épocas de instrumentos improvisados e de turnê na Paraíba feita em ônibus de linha. Desfrutou dos dias de discos de ouros. Viu três vocalistas passarem pelo Sepultura: Max “Possessed”,Wagner “Antichrist” (que mais tarde formou o Sarcófago) e Derrick Green. Foi roadie, técnico de som, empresário e o que mais fosse preciso – experiência que o tornou um dos stage managers mais reconhecidos no Brasil. Também escreveu com o jornalista André Barcinski o livro Sepultura – Toda a História (Editora 34, 1999, fora de catálogo).

Além disso, foi vocalista do Mutilator; arriscou um projeto punk hardcore com os Cavalera e Jairo Guedz em tempos de Bestial Devastation, o Guerrilha; e acumulou histórias de brigas monumentais (ainda a serem contadas aqui).

O depoimento a seguir foi dado por Silvio Gomes em fevereiro de 2006. Ele fala dos primeiros anos formativos do Sepultura e toda a cena metal em Belo Horizonte.

Fotos: Acervo de Silvio Gomes
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Bibika em intimidade com o Capiroto, 1986

Como você conheceu os Cavalera? Em relação ao heavy metal, como era BH nessa época?
O Max e o Igor eram meus vizinhos. Morava no bairro Santa Tereza a 30 metros de distância. Os caras gostavam de heavy metal e eu também, aí eu me enturmei rapidinho. Foi em 1984, antes do Sepultura, na época que eles tocavam de brincadeira.
Nessa época, tinha basicamente 30 ou 40 neguinhos em Belo Horizonte que gostavam de Heavy Metal. Tinha uma balada sábado à tarde, onde agora é o Icbeu, que rolavam sessões de vídeo. Passava vídeos do Iron Maiden, Twisted Sister, depois começou a passar Venom, o Combat Tour com  Slayer, Exodus… Aí você acabava fazendo intercâmbio com as pessoas que também frequentavam. Tinha o pessoal do Alípio de Melo que era do Chakal, o pessoal do Santo André que era do Holocausto, a gente do Santa Tereza e o pessoal do Sarcófago, que era do Nova Suíça. Tinha um pouco de Zona Sul também. O pessoal do Overdose, que era do São Bento. Acabava que todo mundo se conhecia porque era pouca gente que curtia o som.
Era difícil conseguir discos em BH. O Max e o Igor sempre viajavam nas férias de janeiro e Julho para São Paulo. E tudo estava em São Paulo. Cada um entrava com uma grana e os caras vinham com 20, 30 discos. A molecada de hoje não entende o que era isso: um disco do Slayer tinha seis donos, cada dia o disco ficava na casa de um cara e a gente escutava Slayer na casa desse cara. O Max era muito intercambista, aliás, a gente tinha essa cultura, que hoje é da Internet, de muita correspondência. A gente se correspondia com gente do interior de São Paulo, da Argentina…  A gente mandava demo do Sepultura, do Mutilator, do Chakal… Eu trocava correspondência semanalmente com o Carlos do Dorsal Atlântica.

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Irmãos Cavalera em Santa Tereza

O que você acha que fez a cena eclodir e crescer da maneira que foi?
Éramos bem mais agilizados do que a moçada de agora, o povo hoje é meio mimado. Tem show, ninguém vai. Venom veio em Belo Horizonte, foi sensação, parou. Hoje em dia, vem uma pá de banda,e neguinho: “ah não, ingresso tá caro, tá chovendo, rachei minha unha”…
A gente na década de 80 corria mais atrás. Ninguém fazia show. Então resolvemos fazer uma banda e fazer show, foi quando surgiu a cena. Eu falo que a única época que teve cena em BH foi nos anos 80. Nas devidas proporções, a gente virou a Seattle do Brasil, mas na versão heavy metal.
Teve gente que mudou de São Paulo pra vir pra cá pra e montar banda. Como o Rapadura, que depois tocou no The Mist e no Soulfly. O João Gordo vinha pra cá quase que mensalmente, ficava na minha casa ou na casa do Max. O Andreas veio pro Sepultura porque Belo Horizonte era o lugar, saiu de São Paulo e veio passar férias aqui. Hoje em dia neguinho fala “aaahn Sepultura…”. Se não tivesse Sepultura, Overdose, Chakal, não tinha nada aqui hoje. Estariam escutando rádio FM até hoje.
Em 84 tinha uma cena muito pobrezinha aqui, o Rock in Rio que fez dar um boom, em janeiro de 85. O Rock in Rio mudou isso no Brasil inteiro, neguinho começou a se interessar.
Tinha o Tropa de Choque, do Reis, que era um cara que agilizava show aqui, legal pra caralho. O Overdose, que era mais velho, tinha uma base de fãs forte pra caralho, muito forte. Tinha um monte de coisa legal, não era só o Sepultura. O Sepultura, inclusive, teve uma época que era a pior banda de Belo Horizonte, era ruim pra caralho.

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João Gordo, Max e Iggor Cavalera, 87: uma turma do barulho aprontando altas confusões

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1985: Jovem Iggor mexendo com um símbolo polêmico

No final de 85, quando saiu o disco split do Overdose e Sepultura a gente tinha que vender de mão em mão, ninguém gravava disco, até o Bolão (n.: dono do tradicional restaurante Bolão Rei do Espaguete) comprou disco da gente. Era igual rifa de colégio, em seis meses a gente vendeu as mil cópias. Era uma coisa impensável um ano antes.
A  partir daí a gente começou a fazer intercâmbio: vamos tocar no Rio, vamos tocar em São Paulo. Sepultura toca no Rio, depois o Dorsal Atlântica vem pra Belo Horizonte, Sepultura toca em São Paulo depois o Vulcano vem junto e toca… Era um intercâmbio muito forte, uma coisa que só é perceptível ainda na cena hardcore.

As bandas daqui soavam bem diferentes das outras no Brasil e no mundo em geral. Eram mais pesadas, mais extremas. O que tinha de diferente na água em BH nesta época?
Era diferente a nossa cena aqui da cena de fora, o nosso era underground até meio favelado. Era o que era, não era cena não, tipo gringo sempre faz uma ceninha, né? Tem gente que concorda, tem gente que não, mas as referências que chegavam até aqui não eram tão extremas quanto o que saía daqui. Nessa época, a gente era daquela teoria de quanto pior melhor.
A gente tinha uma busca infindável de sons mais absurdos. Era engraçado. Num dia o Voivod era a coisa mais foda do mundo. Eu lembro que estudavam Bozó, o Magoo e o Kléber do Mutilator, eu, o Max, o Igor e depois entrou o Andreas e o Paulo lá no colégio Dom Cabral. Na hora do recreio, você podia por som, aí tinha as meninas que queriam Ultraje a Rigor e tal, a gente colocava o disco do Voivod.
Cada semana a gente arrumava uma banda pior, aí que entra a história do hardcore. A gente era radical, mas gostava de hardcore porque era podrão, todas aquelas bandas finlandesas. No Brasil, o que tinha de som extremo era o que o que saía daqui. Quando saiu o Bestial Devastation era basicamente amar ou odiar.

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Sepultura em um dos seus primeiros shows, outubro de 1985

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Max esbanjando juventude em Santa Tereza

Há quem diga que a diferença do Sepultura em relação às outras bandas de BH é que o grupo era mais obstinado. Foi a primeira banda que resolveu a fazer turnês pelo Brasil, não importando como…
A gente vivia se fodendo, a real é essa. O Sepultura tinha uma vantagem em cima das outras bandas, a gente era muito flexível pra fazer show. Quando saiu o split do Sepultura e Overdose, quem contratava show era só fã e dono de loja de discos. Todo mundo queria contratar o Overdose, só que os caras viajavam na época: “queremos oito passagens de avião, hotel cinco estrelas…” Que isso, cara!
Então, perguntavam pra gente quanto a gente cobrava, eu falava “paga nossa passagem, arruma um lugar pra gente ficar, dá uns gorós, uns rangos e a gente vai”. A gente tocou pra caralho a partir de 86. Quando o Andreas (Kisser) entrou foi mais ainda. Já teve história da gente sair de Campina Grande, na Paraíba, e ir até Porto Alegre de ônibus. Tocamos em Campina Grande na sexta, no sábado em Recife. Segunda-feira, a gente entrou no ônibus e chegou na sexta em Porto Alegre. O primeiro show do Andreas foi em Caruaru. A gente era animado, dava sangue.
Os caras, o Max e o Igor, nasceram pra coisa e tiveram apoio da família, o que é imprescindível. Chegou em 86, eles falaram que iam parar de estudar pra mexer com música e ninguém voltou até hoje. Era todo mundo disciplinado, tudo girava em torno da banda, era um estilo de vida. Não tinha dinheiro pra comprar pedestal, soldava cano pra fazer pedestal de ferro.
O gosto pela música e a própria dificuldade acabam ajudando. Não tinha nada aqui, então a gente corria muito atrás.  Todo mundo vagabundo, não fazia porra nenhuma na vida e corria atrás de heavy metal.

Também para conferir o  que se dizia por aí. Tem uma história de que no show do Sepultura como banda abertura do Venom e Exciter, em 1986, no Mineirinho, em BH, o pessoal queria ver mesmo era o Sepultura.
É. Eu lembro que na casa do Max ficaram umas 60 pessoas, tinha nego dormindo até na calçada. Era a época que vinha muita gente do ABC paulista, um povo que era mais radical do que São Paulo capital. Gostavam de Slayer, death metal satânico… Era diferente, era de outro mundo. O público pessoal estava lá mesmo pra ver Sepultura. O Venom veio com uns guitarristas lá, os caras pareciam L.A., com uns roupões assim, meio ridículos. Pro povo em geral, foi meio decepcionante, mas valeu pra consolidar a coisa.

E 1986 foi de fato o ano do boom para o metal de BH?
Em 86 foi quando o metal em BH se consolidou. Saiu o Morbid Visions, saiu o Warfare Noise, que deve ter chamado a cara pra cena, falando “aqui não tem só Sepultura, tem o Chakal, Holocausto, tem Mutilator, tem o Sarcófago”, então deve ter sido o ano que chamou a atenção.
A cena daqui estava bem maior que a de São Paulo, aliás, foi a única época da história que a atenção esteve mais virada para BH…
1986 foi um ano de muito trabalho, um ano prazeroso. Ninguém ganhava dinheiro, mas a coisa deu uma bombada mesmo, aí começou banda no Rio, em São Paulo, todo mundo começou a montar banda.
1987 foi quando o Andreas (Kisser) entrou pra banda, deu uma direção mais musical, ele tinha formação e tal. Deu uma outra cara pra banda, o Sepultura mudou radicalmente. O Andreas veio de uma outra escola e direcionou a banda pra esse lado aí. Foi quando deu um estourão mesmo, quando gringo cresceu o olho, começou a negociar. Foi o ano que Belo Horizonte virou circuitão. Em 88, os caras já assinaram com a Roadrunner, pra sair o Beneath the Remains.

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Silvio Gomes e Andreas Kisser, 1988

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Bibika (no centro, com o microfone) e o Multilator, 1985

E o Mutilator nessa história?
Ele se formou no final de 85 e eu fiquei mais ou menos um ano na banda, mas eu brigava pra caralho com o Kléber, queria tirar ele da banda. Eu já era empresário do Sepultura e tudo quanto é lugar que o Sepultura ia tocar eu colocava o Mutilator na fita. Foi tocar em São Paulo, no Rio, o Mutilator abria. Aí os caras me deram uma rasteira: “vamos tirar o Kléber e colocar o Cabrito”, que era um cara do Megathrash, tocava pra caramba e já estava mais na linha hardcore.
Depois do Mutilator eu desencanei de ter banda, fiquei decepcionado. Os caras me deram uma rasteira, eu fiquei puto e fui trabalhar com o Sepultura, aí eu foquei tudo no Sepultura, foi legal.

E quando você percebeu que a cena em BH começou a perder força?
Final de 88, assim que os caras assinaram, eles mudaram pra São Paulo. O povo não era descolado igual o Sepultura pra correr atrás, na minha opinião, não vou falar que é regra.
Outro aspecto que também é importante do heavy metal é que ele criou base pra muita banda que hoje é pop. Não é o caso, o cara não era da turma, mas o tecladista do Skank, por exemplo, gravou três discos com o Sepultura.
O teclado do Schizophrenia, do Beneath the Remains e do Arise é o tecladista do Skank, Henrique Portugal, o Tonico. Pouca gente sabe disso. A gente sacaneava ele porque ele era todo arrumadinho, tocava no Pouso Alto.
Quando o Sepultura saiu de BH e foi pra São Paulo deu uma esfriada na cena.

E os anos 90 vieram…
E neguinho se desinteressou, ficou todo mundo mimadinho demais, começou a ter muito show… A mídia aqui também nunca ajudou muito, não. Belo Horizonte é totalmente nula em apoio a bandas.
Mas foi uma decadência. Tem vários fatores, como o fator econômico. A década de 90 foi cruel, né? A primeira metade da década de 90 foi foda em matéria de economia, um perrengue horrível. Não tinha como você produzir um show. Não tinha dinheiro, ninguém tinha dinheiro pra ir assistir… E ,ao mesmo tempo, muito lançamento pra pouca demanda. Todo mundo começou a lançar disco, banda, banda de fora… Aí meio que fodeu.

 

Confira mais dos arquivos do metal mineiro na série Iron Minas aqui

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Guerrilha, o projeto hardcore de Bibika, Max, Iggor e Jairo Guedz

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Sepultura empinando moicanos

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41 pensamentos sobre ““Se não fosse o Sepultura, Overdose e Chakal, as pessoas estariam escutando rádio FM até hoje”, entrevista com Silvio Gomes Bibika

  1. Cara du caralho. tinha uma frase muito bacana nos shows desta epoca dita pelo sepultura,e outras bandas da epoca. “Vão bater a cabeça filhos da puta”Era um tiro de misericordia . . Fico feliz e ter participado desta epoca. Ficar na porta da cogumelo vendo videos subi varias vezes o ginastico pra ve shows, e video no Dce. mto bom e parabens pela a reportagem mto bom. Nenen do riacho

  2. Uma pena ver o Sepultura terminar como está. Os caras perderam o sentido da coisa quando começaram a misturar tudo que é porcaria em Chaos AD. Batuque de índio, axé, ponto de macumba…. enfim. Fui muito fã da banda mas virou um lixo.

  3. Parabéns pela reportagem!

    Inegável a importancia do Sepultura para o Brasil. E digo com sinceridade que esta banda foi um divisor de águas na minha vida. Foi ouvindo Beneath The Remains em 1995 que decidi ser músico.

    Hoje moro em BH e é com muito orgulhoso que sou mineiro e conheço pessoas que viveram muito bem esta cena BH da segunda metade dos anos 80.

    Muitas vezes eu falo para os gringos que moro na cidade onde Sepultura começou e o povo fica de cara.

    Muito legal!

  4. Concordo com a citação do amigo aí em cima. O sepultura ficou conhecida pela fase radical e não por essas macumbas, e misturada de sons regionais e folclóricos. Quem fala do sepultura fala da época do schizorphrenia, Arise, beneath the remains, morbid visions e bestial devastation. O Caos AD começou a folotear com tudo, mas teve gente que ainda engoliu, mas do roots prá lá… Só deixou a desejar, o que mais me vem em mente é que o que ferrou o Sepultura foi o mercado musical que pensou mais em venda e em dinheiro do que no metal em si. Essa nova onda e tentar inovar o mercado musical só fez tirar a essência do metal. Até as bandas de hoje se quiserem vender seu material tem que colocar DJ’s, efeitos artificiais de guitarra entre outras coisas que matam o espirito cru do rock. A cena morreu em vários cantos por isso também mas ninguém menciona isso.

  5. Pingback: Idealismo « Blog e site pessoal do jornalista e escritor André Giusti

  6. Prezado amigo, bom texto boas fotos, mas um pouco arrogante! é certo que a cena mineira foi importante, mas não a única, posso citar a cena de São Paulo, onde quando do nascimento das bandas mencionadas, as quais admiro e curto até hoje, já estavam há muito tempo na cena. Frequento locais em São Paulo desde 1979 e sempre as bandas daqui rolaram m rádios. Sinto dizer, mas o seu SE NÃO FOSSE… é falho. MADE IN BRAZIL, HARPPIA, KORZUS, VIRUS, ETHAN., ZERO HORA,, ROCK DA MORTALHA , VULCANO, STRESS (Pará) abriram portas também. Acho que seria legal tú dizer: fizemos parte de uma época em que a cena explodiu!!! pense ai na cena nacional como um todo. Afinal estavamos todos juntos1
    Paulão Atitude
    Blog a Ferro e fogo
    Grupo Demo-tapes Brasil
    colecionador fanático da cena brasileira

    • O título está um pouco diferente da matéria. Na entrevista ele fala que “aqui” o povo estaria ouvindo FM ate hoje se não fosse as bandas citadas. Esse “aqui” localiza bem a cidade de BH. Com certeza o Silvio está falando de como seria BH hoje em dia sem essas bandas e não a respeito de todo o Brasil. Saudações cordiais!

      • Oi, Jorge. Sim, com certeza, o Silvio estava se referindo aos roqueiros da cidade. Ao ler a entrevista, o contexto indica bem isso. No entanto, isso tudo não caberia no título.
        De qualquer forma, muito obrigado por apontar isso.
        Abraços.

    • Paulo, obrigado por ler o blog e escrever.
      Minha intenção não é cobrir uma cena (no caso, a do metal mineiro) em detrimento de outras em outras cidades, como São Paulo e Rio. Reconheço a importância de bandas de outros estados além de Minas Gerais, é claro. É apenas é uma questão de recorte.
      E as opiniões contidas nas entrevistas são dos entrevistados, não minhas.

      Um abraço!

    • Exatamente!! E o Sepultura é uma banda muito superestimada. Sempre foram muito bajulados pela imprensa tanto do metal quanto da mídia mainstream. Não custa lembrar que a MTV encheu o saco lambendo os bagos desses chatos. A Revista Bizz também. E os caras são muito estrelinhas, se acham a última bolacha do pacote.

  7. Sensacional. Gosto muito da banda e é demais saber mais detalhes de todo este background. Sei que a galera mais purista ou radical considera até o Arise, que é um grande disco de metal. Mas eu acho Chaos A.D. e Roots dois puta álbuns, talvez os melhores da banda. Enfim, cada macaco no seu galho. Indiscutível é que a banda fez história. Obrigado!

  8. Muito orgulho de ter presenciado e feito parte dessa epoca…. Saudades de uma fase fantastica na minha vida !!!

  9. Ridículo é usar discurso de que Sepultura perdeu a essência quando começou a misturar outros ritmos. Cara que fala isso ouve banda nórdica, que mistura elementos de cultura local (viking, celta e o escambau) e nunca reclamou. É bonito né? Cultura nórdica… Se fu***!!!. Quando os elementos são da cultura brasileira, torcem o nariz… Patético isso!
    Comentários tão carregados de preconceito que dão vergonha.
    Roots fez com o que o sepultura se tornasse umas das mais respeitadas bandas de metal do mundo! Exatamente por trazer algo novo!!
    So acho que a banda devia ter encerrado as atividades sob o nome sepultura com a saída do Max. Estão agora vivendo de passado, simplesmente. O que não faz muito sentido, na minha opinião.

    • Mas tu quer comparar a cultura nórdica com essa batucada idiota e ridícula daqui do Brasil? A cultura brasileira é uma porcaria. Só samba e baianão tocando pagode. hahahaha

    • Bruno, é uma ideia sim. Mas um livro para falar não apenas do Sepultura, mas toda a cena.
      Muito obrigado por acompanhar este.
      Abraços!

  10. Muito legal todas essas reportagens mas eu vejo uma falha. Não existia cena de metal só em BH. O interior de Minas também tinha cena e dá a sensação que ela nunca existiu. BH era foda mesmo. Muito bom mas existia metal nas cidades do interior de Minas também.

    • Oi, Jorge. Muito obrigado por ler o material. Sim, existia e existe metal no interior mineiro. O que temos aqui é uma série de entrevistas e ainda falaremos nesses outros lugares.
      Abraço.

  11. Muito obrigador por compartilhar esse valioso material.
    É de uma importância inestimável para a memória do metal brasileiro.

  12. HAIL! Parabéns ao Sávio pela excelente reportagem e ao Sílvio por relembrar de forma tão detalhada tudo que nós vivemos nos anos 80.

  13. Vivi e convivi com esta galera toda. É uma pena que tenham virado estrelas demais, inclusive este tal “Bibika”, que ao meu ver não é melhor que ninguém que tenha convivido com a galera. Um tempo que não volta mais, LONG LIVE HEAVY METAL………………..

  14. Eu já conhecia Venom, Mercyful Fate, Exciter, Metallica, Angel Witch, Destruction, Exodus, Kreator, Possessed, Voi Vod e outras bem antes de SEPULTURA, OVERDOSE E CHAKAL, até mesmo antes de Sagrado Inferno!

  15. Eu convivia com essa Turma Toda, antes do Pizza Light em BH, na época era o Metallica Rock Sapce no Alípio de Melo, na época de Taquinho, Jarrão, Tom Moscadini….

  16. todo Mundo acha o que estrou a banda Sepultura foi Cogumelo recording ou LP schizophrenia nada ver Max foi apenas muito cabeça divulgar a banda com Fanzine na epoca para Europa Ele muito Sabio ai pintou o lanche de lançar la fora o Schizophrenia pela Roadrunner

  17. Sepultura sempre foi uma bosta, muito superestimada demais a banda. O Sarcófago era infinitamente melhor. E nunca precisou de marketing e muito menos se misturar com outros estilos medíocres como o hardcore. O Sepultura sempre foi o queridinho da mídia. Até aquele lixo da Revista Bizz lambia o cu dos caras. A partir do momento em que jornalista de som alternativo(indie, música de viado) passa a simpatizar com o som do Sepultura como André Barcinski e Forastieri é porque a banda é uma bosta mesmo. E o Max Cavalera sempre foi um grandessíssimo bundão, um fraco, um frouxo. Sempre posou de proletário pobre mas em comparação com a situação financeira de integrantes de outras bandas de metal da época ele era um playboyzinho mimado e revoltadinho que sente pena de bandido e até sente na trolha deles. kkkkkkkkk

  18. O Sepultura nunca foi grande coisa. Eles tiveram a sorte grande de conhecerem puxa-sacos de revistas medíocres como a Bizz que adoravam colocá-los no pedestal. O Sepultura cometeu o grande erro de mudar seu som. Nunca deveriam ter deixado de tocar death metal. Os imbecis ainda se deixaram influenciar pelo arrombado do João Gordo e curtiam cada vez mais hardcore, por isso que o som deles foi ficando uma bosta e cada vez pior. E o Max é um músico medíocre e acomodado. Não sabe nem tocar guitarra direito. Prego, vai aprender a tocar seu mendigo fedido!!! ha ha ha

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