“Democracia é a melhor ferramenta que temos contra os excessos capitalistas”, entrevista com Jón Gnarr, o “prefeito punk” de Reykjavik

O resto do mundo não conhecia o comediante islandês Jón Gnarr quando, em 2010, foi eleito prefeito de Reykjavik, a capital de seu país. O novo prefeito, um punk na juventude (tocou na banda Nefrennsli, “Corrimento Nasal”), concorreu ao cargo pelo Best Party (O Melhor Partido), legenda criada por artistas e punks velhos amigos de Gnarr para tirar sarro da classe política. Durante a campanha, Jón Gnarr e o Best Party prometiam, se eleitos, dar toalhas de graça em piscinas públicas, uma câmara municipal livre de drogas e não cumprir as promessas que faziam. E foram eleitos.

Na época, Reykjavik, lar de mais de um terço da população islandesa, ainda sofria com o colapso econômico que quase incapacitou a Islândia em 2008. A Coroa islandesa passou valer dois terços do que valia frente ao Euro; os principais bancos do país foram fechados; juros subiram estratosfericamente. Em outubro daquele ano, o então primeiro-ministro Geir Haarde temia que “ a economia islandesa, na pior das hipóteses, pudesse ser sugada junto com os bancos para um redemoinho, resultando numa falência nacional”. Islandeses foram às ruas  exigindo respostas e mudanças políticas. A coisa ficou feia.

A atmosfera ainda era dramática e a falta de confiança nas instituições oficiais era crônica quando Gnarr e o Best Party surgiram fanfarrões durante a campanha eleitoral em Reykjavik. O que resultou na eleição da administração mais inusitada que uma cidade pode ter tido. Jón Gnarr assumiu o cargo e seus quase quatro anos de mandato têm sido marcados por decisões arriscadas, senso de humor, quebras de protocolo e esforços para implantar uma democracia direta no município. Além de chamar atenção pela sua honestidade quase ingênua ao responder com frequência “eu não sei” para perguntas da imprensa e políticos locais.

Desde que o Best Party e Gnarr assumiram os gabinetes, tem se falado muito na estabilidade política alcançada em Reykjavik e em como a capital tem servido como “um símbolo do renascimento econômico e cultural da Islândia”. Faltam poucos meses para que Jón Gnarr complete seu mandato, e as últimas pesquisas de intenções de votos para as próximas eleições municipais o apontam como favorito. Mas o “prefeito punk” não quer mais saber da vida política.

Conversei com Gnarr recentemente e ele me falou dos seus planos, contou a história da fundação e vitória do Best Party e como têm sido esses últimos quase quatro anos.

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Você tinha zero experiência política até assumir o cargo de prefeito de Reykjavik. Seu mandato está quase chegando ao fim após quase quatro anos. Como tem sido isso?
É, eu ainda tenho que cumprir 128 dias no cargo. Bom, tem sido, na maior parte, agradável. É que claro que tem sido uma experiência bem incomum e tem aprofundado muito meu entendimento das estruturas sociais e de política em geral, do que é uma comunidade… E me arriscaria dizer até da natureza humana. Mas ao mesmo tempo é um cultura alienígena hostil para mim. (risos) Porque eu sou um comediante e não é um lugar muito engraçado para se estar. (risos)

Assisti a um vídeo de uma entrevista recente sua e você parecia cansado, como se estivesse esperando que passasse logo esse seu tempo como prefeito.
É, tem sido exaustivo. Tem sido um período muito cansativo. Nunca estive tão cansado em minha vida toda. Isso meio que tem a ver com o tipo de dinâmica que é característica da política. Muito porque existe uma forma de se comunicar na política que é muito estranha. Eu sempre comparo isso  a sentar com amigos numa mesa de bar e contar histórias e, ao invés de debater as histórias, você discute gramática.
Tem mesmo um monte de trabalho a ser feito, mas muitas vezes é completamente inútil. Às vezes, você só consegue cuidar da superfície do problema, mas não do cerne mesmo da questão.
E é uma cultura agressiva. Fui constantemente chamado de irresponsável, ingênuo, ignorante, estúpido, palhaço. Às vezes, me incomoda. Às vezes, eu nem ligo. Mas, sim, é um negócio que te drena.
Mas não acho que tenha que ser assim. Democracia em si deveria ser aberta ao recém-chegados e amadores. O sistema deveria receber bem os novatos e pessoas diferentes que não fazem carreira em política para evitar essa estrutura de poder estagnada que na maioria das vezes é. E, na verdade, o esquema todo não é nada acolhedor, é bem hostil a gente que acabou de chegar na vida política. E é isso aí, como na maioria dos países democráticos, a política é feita pelas elites políticas e sociais – sejam de direita, esquerda, liberal, como quiser chamar. A política oficial é feita por essas elites e geralmente são dividas em dois blocos. Se você não é faz parte delas, você terá os dois contra você. É o meu caso. (risos)
Eu gosto de pensar em mim mesmo como o robô Curiosity em Marte, como uma sonda num planeta alienígena, tentando achar provas de vida inteligente. Tentando fazer contato com os extraterrestres (risos)

Jón Gnarr durante a Parada do Orgulho Gay, em Reykjavik

Jón Gnarr durante a Parada do Orgulho Gay, em Reykjavik

Você já disse que não sabe se acredita em democracia, mas que o que você e o Best Party estão fazendo hoje é melhor do que tirania. Também disse que Reykjavik é um ótimo lugar para experimentos na democracia. Por que disse isso?
Tem muito a ver com as proporções da cidade. É uma cidade pequena, com apenas 120 mil habitantes, e, ao mesmo tempo, é a capital do país. É o lugar perfeito para fazer experimentos sociais, experimentos democráticos. Além do tamanho pequeno, tem outras circunstâncias interessantes aqui: todo mundo está no Facebook e outras redes sociais. Então, de certa forma, há bastante consciência social, muito mais do que, por exemplo, nos EUA. É um lugar muito interessante para fazer experiências que envolvam as pessoas de modo mais eficiente no orçamento participativo da cidade, deliberar sobre decisões que afetam a cidade e a população… Podemos experimentar ajustes ou melhorias no nosso sistema democrático. Acho que, na pior das hipóteses, estamos aprendendo algumas coisas interessantes.
Você sabe, democracia não é perfeita, nunca será perfeita, mas a gente pode deixa-la um pouco melhor, criar jeitos de envolver mais as pessoas de uma forma mais direta. Eu acredito que uma das maiores funções da democracia é estabelecer limites ao capitalismo, conseguir algum controle sobre os impactos causados pelo capitalismo. Hoje, democracia é a melhor ferramenta que temos contra os excessos do capitalismo.

Democracia é o que há de melhor para que o mercado não controle todo os aspectos da vida?
Sim, de certa forma, sim. É a melhor ferramenta que temos para regular o capitalismo. Capitalismo é um dos mais eficientes e impiedoso fenômeno no mundo. Consegue ser eficiente mesmo quando ele está de algum forma em declínio e atualmente democracia é a oposição mais razoável aos excessos capitalistas, é o que eu penso.

Mas, de certa forma, o capitalismo, ou melhor, o mercado, tende a se adaptar a sistemas democráticos. Ou fazer sistemas democráticos se adaptarem ao mercado. Como você vê isso?
O capital é astuto. Ele sempre tentar arranjar um jeito de se esgueirar por entre as coisas. É como um vírus. E a democracia é como uma ciência que tenta encontrar formas, vacinas para combater esse vírus absurdamente mutável (risos). É como uma batalha constante. E, claro, precisamos estar muito conscientes de como o capitalismo manipula a democracia, e isso é um grande problema, porque é muito fácil manipular pessoas e processos democráticos quando se tem muito dinheiro.
Eu falo que sou anarquista. Não é porque eu acredito que uma sociedade anárquica seja um tipo perfeito de sociedade nem uma ideologia perfeita. Não existe sociedade nem ideologias perfeitas. E o tempo inteiro você ouve pessoas dizendo que anarquismo é pura utopia. Mas, de certa forma, democracia é também uma utopia, mas uma utopia socialmente aceitada. E eu não sei como a democracia sobreviverá ao capitalismo. Não sei mesmo, mas temos que tentar coisas diferentes, experimentar caminhos diferentes.

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Você e boa parte das pessoas que forma a sua administração, os membro do  Best Party, vêm de um background punk e anarquista. Como esse histórico afeta o modo como vocês administram a prefeitura de Reykjavik?
Em primeiro lugar, nós temos uma abordagem completamente diferente do jeito convencional de administrar um cidade. Nós não vemos isso como política. Quero dizer… 5% disso é política, a maior parte do trabalho é bom senso: organização, gestão, tomar conta da educação… É meio como contabilidade. A diferença principal é que, num sentindo generalista, nós somos apolíticos. O Best Party não é um partido político. O que é interessante é que o que nós conseguimos, por meio de algo que seria mais próximo de uma democracia direta, foi criar uma certa estabilidade política em Reykjavik. O que eu acho que é muito. A gente deu duro para unir a população, para ouvir as pessoas, respeitar as pessoas, estar aberto às opiniões delas – independente de suas posições políticas.
O que eu vejo, quando temos debates em Conselho Municipal, é que, ao menos aqui na Islândia, o que diferencia a esquerda da direita são basicamente suas opiniões sobre impostos. Quanto mais à esquerda estão, mais tributos querem; quanto mais à direita estão, menos tributos querem.
E nós não temos opinião nenhuma formada sobre taxação de tributos. Não tem a ver com uma agenda política econômica nem nada. Nós baseamos nossas decisões fiscais no que parece mais lógico no momento.
Quando assumimos a prefeitura, Reykjavik estava passando por uma das suas piores crises, provavelmente a pior crise da sua história. E, por conta disso, tivemos que subir impostos. Isso não foi porque somos  politicamente a favor de impostos. A questão é que era o que precisava ser feito na época. Nós abaixamos os impostos quando as circunstâncias mudaram. É um jeito de tentar achar um equilíbrio.
Uma coisa que acho que ficou clara, tanto para os políticos quanto para a população, é que nós não assumimos a prefeitura para promover cisões entre as pessoas. Estamos aqui para integrar as pessoas da cidade, para uni-las, para promover a comunicação entre a prefeitura e elas e entre elas mesmas. Então acho que essa foi a nossa maior contribuição e, espero, o legado da nossa administração. Acho que promovemos e melhoramos muita comunicação entre a população  e as instituições públicas. Tudo é linguagem, é sobre o que você fala e como você fala. É preciso fazer um esforço para elevarmos o nível da nossa comunicação.
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Entre os esforços para criar uma estrutura que possibilite uma democracia mais direta, vocês construiram uma plataforma digital pela qual os cidadãos podem sugerir políticas administrativas, opinar sobre o orçamento e o uso o dinheiro público e etc. Como tem funcionado até então?
Está um pouco devagar. É difícil manter a pessoas interessadas. E isso também tem a ver com capitalismo e a mídia. Se você tem um site que promove democracia direta na sua cidade, e as pessoas chegam em casa cansadas do trabalho e têm que escolher entre o site e assistir Breaking Bad… É bem difícil competir com Breaking Bad, você sabe? (risos) O nível de participação está em torno de 8% e o gostaria que isso estivesse em torno dos 20%. Ainda estamos trabalhando em aperfeiçoamentos dessa plataforma, criando jeitos de estimular as pessoas a se envolverem mais. Também estamos criando sistemas online de votações deliberativas. Assim, você pode fazer uma combinação de eventos públicos, reuniões onde você se comunica e delibera com as pessoas cara a cara, e ferramentas online que a população pode participar das decisões municipais de suas casas, através de seus computadores.
Mas, obviamente, também é caro porque você precisa fazer propagandas dessas coisas todas, as pessoas precisam saber da existência dessas ferramentas. Tudo isso definitivamente tem muito valor, são de fato ferramentas para a construção de uma democracia direta. Mas depende muito da disposição das pessoas para usá-las.

Quando tudo isso começou, com a criação do Best Party e a sua candidatura ao cargo de prefeito, era meio que uma piada. Vocês não esperavam ganhar, esperavam?
Não esperávamos. Eu sou um comediante, trabalhava na TV, no cinema etc. Então sou de certa forma conhecido na Islândia. As pessoas em geral me consideram um carinha legal. Na época, logo depois da crise financeira, com toda aquela turbulência e instabilidade política, eu não conseguia pensar em motivos pelos quais as pessoas não votariam em mim. Por que as pessoas não votariam em mim? Aí aparecemos com esse partido, o Best Party. Quando anunciamos o partido e nossa candidatura, falamos “este é o Best Partido, o melhor partido que já existiu e é por isso que se chama Best Party”. Nas primeiras pesquisas, conseguimos 1% ou 2% das intenções de voto. As pessoas do partido ficaram decepcionadas, mas eu disse “não, não, não! Nós vamos escalar!” E foi o que aconteceu!
Afinal, política é um nonsense completo. E, durante as campanhas, foi um negócio fora do controle,  pessoas gritando umas com as outras… Elas, no caso, os políticos, não tinham o menor equilíbrio. Então, para nós, foi como andar sóbrios num festa muito doida, cheia de gente chapada, e começar colocar gente para fora. Algo como: “chega para você por hoje, vá para casa! Tire essa sua droga da mesa, você já teve o suficiente! Jogue isso no vaso sanitário e dê descarga!” (risos) E, claro, eles ficaram putos: “aaaah! Você não pode pegar minha droga!”
É como se seus pais fossem ambos alcoólatras e estivessem bêbados por semanas. Um dia você decide que chega e os leva para casa, os joga no chuveiro, dá um banho neles, limpa o apartamento deles, dá um jeito na bagunça deles, e diz para eles “ei, vocês têm que fazer algo em relação à bebida. Vou tomar conta da casa porque vocês não são capazes”. (risos)

Você acha que ganhou a eleição por conta de toda a inquietação política e insatisfação pública provocadas pela crise financeira em 2008?
Totalmente. Tudo estava fora de controle, era um caos. As pessoas estavam tão frustradas e com tanta raiva, e também muito preocupadas com o futuro do país. E, antes disso, as pessoas daqui já tinham pouca confiança em instituições e autoridades oficiais. É histórica essa falta de confiança, mas na época isso se intensificou. E, claro, nossa vitória foi uma consequência disso, da crise. Estava claro desde o começo que o que iríamos fazer seria uma intervenção política. Nunca vi isso como uma manobra de carreira. Eu nunca tive a intenção de ser um político de fato: “ah, agora vou virar um político porque sou uma pessoa politizada”. E, na verdade, nem sou tão politizado assim! Eu sou é pela democracia. Mas a realidade está aí e nós vivemos num mundo de capitalismo global. Você pode ter um monte de ideias revolucionárias, eu tive e tenho várias ideias diferentes para fazer isso e aquilo… Mas a verdade é que money talks and bullshit walks. Infelizmente, é como são as coisas. Tenho um monte de ideias incríveis para a cidade, mas se eu não conseguir financiar isso, é só uma ideia. Essa tem sido minha realidade como artista, por exemplo, tentando viver disso e achar gente que viabilize meus projetos.
Eu nunca fui de acompanhar discussões políticas ou econômicas. Eu nem sabia quem era o presidente dos EUA, mas eu não me importava. Eu não tinha nem ideia do que era o FMI. Quando eu fiquei sabendo o que FMI estava tomando controle do meu país, comecei a perguntar por aí: que porra é essa de FMI?
As pessoas me explicaram. Gente da minha área, a indústria criativa, me dizia: “você sabe qual é a primeira coisa que o FMI faz quando intervém em um país? Eles cortam os fundos para artes e cultura. É o que eles fazem, fecham teatros, cortam financiamentos para cineastas e blablablá”. Então, o futuro da minha profissão naquele momento não era muito brilhante.
Pensei: “OK, os fodões do mercado financeiro e os políticos têm avacalhado com a minha vida, controlado minha vida e até mesmo meu destino desde sempre. Que tal se eu avacalhar um pouco a vida deles?” (risos) Não vou fazer isso de jeito hostil ou agressivo, mas vou mostrar aos políticos e os bambambãs do mercado financeiro que eles não são as únicas pessoas que moram neste país, que não são só os interesses deles que têm que prevalecer. E conseguimos.
E, quanto a mim, não vou mais disputar mais eleições, isso está claro e decidido desde o primeiro momento. Mesmo que as pesquisas sejam favoráveis como têm se apresentado, a maioria dos eleitores diz que vão votar em mim de novo.

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Mas você não quer disputar a prefeitura novamente.
Não, eu não quero. Eu já provei meu ponto. Hora de tocar o barco para frente e fazer algo completamente diferente disso.

Como o quê?
Bem, eu quero escrever. Mas antes de tudo eu quero descansar um pouco. Quero ir para a Costa Rica, sempre quis ir para lá. Costa Rica tem feito algumas bem interessantes, na minha opinião. Eles aboliram o exército, lá fica a sede da Universidade pela Paz, que é ligada às Nações Unidas… Eu quero ver tudo isso com os meus próprios olhos. E viver como um bicho preguiça por uns tempos, acho que mereço ser um bicho preguiça.

Bom, mas sobre essa ideia de disputar prefeitura, não posso evitar a comparação a Jello Biafra, do Dead Kennedys, que fez o mesmo na década de 80 em San Francisco. Isso te influenciou?
Sim, de certa forma. Nos anos 80, tinha um documentário sobre o movimento punk e tinha uma parte grande que era sobre a campanha dele e aquela coisa de California Ubber Alles. E, claro, aquilo me inspirou de algum jeito. Essa ideia me ocorreu algumas vezes ao longo dos anos.
Sabe, comédia e política sempre se relacionaram. Não de um jeito muito amigável (risos), mas se relacionam. Você pode fazer um stand-up comedy batendo nos políticos, participar do Saturday Night Live e fazer piadas de políticos… Mas um comediante se envolver diretamente com política e chegar a se tornar um prefeito, isso é algo bem além. (risos)

Gnarr, um jovenzinho punk em 1984

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E sobre essa coisa punk… Minha ideologia, se é que dá para dizer assim, sempre fui muito baseada na ideologia do Crass. Então, também, de alguma forma, fiz essas coisas tomando o Crass como referência. Crass tem sido uma inspiração para mim desde sempre. A ideia de ser sua própria autoridade e fazer o que você quiser fazer… Você é você e eu sou eu e, contato que você não fira outras pessoas, você pode fazer o que quiser fazer. E usar o que você tem a seu favor para lidar com o que realmente importa, e o que realmente importa são os direitos humanos; a igualdade entre todos seres humanos independente da cor da sua pele, da orientação sexual, seu gênero; oportunidades iguais para todos. E isso não é algo que tem que acontecer só na Islândia, tem que ser global. Desde muito novo eu sinto compaixão e empatia por outras pessoas e vi essa coisa de se tornar prefeito como uma oportunidade de ver o que pode ser feito em relação ao que realmente importa.

OK, prefeito, última pergunta: quais são os seus discos favoritos de todos os tempos?
(Risos) Seria The Feeding of 5000, do Crass.

E o seu segundo?
Stations of the Crass! (risos)

Nada além de Crass?
Hmmm… Além de Crass… Muito difícil… Punk, para mim, era Crass. Principalmente, Crass. Porque o que me interessava mesmo não era a música, mas as letras. Nunca me importei muito com a música deles. Talvez, musicalmente, seria algum disco do John Lennon.

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4 pensamentos sobre ““Democracia é a melhor ferramenta que temos contra os excessos capitalistas”, entrevista com Jón Gnarr, o “prefeito punk” de Reykjavik

  1. Adorei, cara! Que entrevista massa. Nem fazia ideia dessa história, adorei esse cara e o que ele fez pela cidade, mesmo sem saber muito o que tava fazendo. DIY!

  2. Pingback: E Zás #45 – Prefeito anarquista?,Dúvidas da tragédia perfeita e Maga Bo | Big Mouth Strikes Again!

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